Não tem pra ninguém! Em 98 anos de tradição e glórias ganhamos trinta e três títulos. Este é o Coritiba, o maior do Paraná! De alguns anos pra cá estamos nos acostumando a ganhar títulos na casa dos rivais. O de número trinta e três aconteceu no meio-estádio. De novo. Na raça, no amor à camisa e na bola. Só deu Verdão.
O predestinado Henrique Dias saiu do banco para marcar o gol e coroar a campanha do melhor time paranaense. Campeão, maior público, maior renda, artilheiro. Quem disser que o Coxa não mereceu o título está de brincadeira.
Dorival Júnior, Keirrison e Edson Bastos foram os grandes nomes da campanha alviverde.
Edson mostrou que é um dos melhores arqueiros do Brasil. Quando o time ainda não estava entrosado, a “muralha” ia garantindo os resultados em favor do alviverde. Quando a defesa se firmou, continuou passando confiança e segurança.
Keirrison, o sucessor de Romário, começou bem, passou por altos e baixos – situação natural da idade, e estraçalhou nas finais. Até a chegada do Carlinhos Paraíba, chamou pra si a responsabilidade dos gols alviverdes e cumpriu sua obrigação. Pode ser que vá embora, mas no paranaense, a atuação do K9 ficará marcada para sempre.
Se o time Coxa tem uma cara, é a de Dorival Júnior. Ele reclamou da falta de tempo para treinar, dos jogos do meio de semana, da falta de uma pré-temporada mais longa. Deu força aos jogadores, não exigiu reforços. Montou um time de operários, com poucos destaques. Parece que o título do regional passou a ser uma obsessão para DJ, e, merecidamente, ele conseguiu.
Equipe bem montada e com a faixa de campeã. Só precisamos de alguns reforços para qualificar o time e fazer bonito no Brasileirão.
Acham que esqueci daquela que nunca abandona? Que nada. A torcida Coxa foi o show do Paranaense. Lotou o Couto e todos os espaços a ela reservado nos estádios menores. Em todos fez a festa. E o que é melhor, a cada dia ganha novos adeptos, novos apaixonados pelas cores do campeão.
É no Alto da Glória que ela barbariza. Pessoal do clube: aumentem o número de funcionários para atender a procura pelos novos pacotes. Tenho certeza que vamos bater este recorde, também.
O COXA é a alegria da cidade. É Campeão! É Campeão. É trinta e três vezes campeão!
Não é sem motivo que a torcida do Coritiba está nas nuvens. O comprometimento time/torcida, aquilo que o Renê Simões chamou de “Onda Verde” e que deu tantos resultados no ano passado, voltou com tudo neste ano.
É essa força que faz com que o jogador que veste o sagrado manto verde-e-branco coloque o coração na ponta da chuteira.
Foi assim na irretocável vitória contra o alvi-rubro, no primeiro jogo da final. Às vésperas de conquistar o título de número 33, essa onda verde merece ser cantada em prosa e verso.
A torcida que nunca abandona canta e vibra na arquibancada enquanto o time se desdobra em campo. É contagiante. Couto sempre lotado e o canto da torcida enchendo todos os espaços.
Essa rotina vem se repetindo semana a semana. Jogo a jogo. Assim, cada um fazendo a sua parte vamos fazer o Coxa campeão de novo.
A próxima aparição dessa força é no shopping-center da Engenheiros. Depois, no Brasileirão, o Maraca, o Morumbi, o Mineirão e todos os estádios do Brasil vão ser absorvidos por essa onda verde.
No domingo, eles vão pressionar dentro e fora de campo, mas vamos adestrar os poodles e dar a meia-volta olímpica. De novo.
Dá-lhe Verdão!!!
DE PRIMEIRA O blog do maior do Paraná está passando por modificações. Uma recauchutagem. Assim, textos e comentários poderão não ser encontrados, temporariamente.
Dá série pau que dá em Chico, bate em Francisco: o pessoal lá de baixo passa por problemas financeiros. Tentaram trazer o colombiano de volta, mas a multa não tem graça.
Já sabíamos que com o grito da galera sairíamos vitoriosos no primeiro jogo da decisão. Empurrar o Verdão não é um desafio para a torcida que nunca abandona. Fazemos isto sempre, mas quando os jogadores e o treinador dão a resposta em campo, o grito de amor incondicional pelo time sai naturalmente.
O Coxa jogou muita bola. Dorival Júnior foi o “cara”. Com tantos desfalques do mesmo setor, relançou Dirceu, mostrando confiança na promessa coxa-branca. E mais uma vez a piazada não decepcionou.
Simplificou, colocando Bernardi no lugar de Douglas Silva, atazanou a vida do rival com a entrada do Marlos e garantiu o resultado com a volta do Rubens Cardoso. DJ encontrou a forma de fazer o time jogar. O 3-5-2 dá segurança para o pessoal da frente mostrar o seu valor.
Nenhum jogador decepcionou, mas o nome do jogo foi o Carlinhos Paraíba. Golaço e a disposição de um sertanejo que luta por um prato de comida. Não é que o garoto já aprendeu a jogar truco? Na seqüência Keirrison e a sua mania de simplificar as coisas: um toque pra arrumar, o outro para balançar as redes.
Quem não foi ao Alto da Glória já sabe que perdeu uma tarde de grande futebol pelo lado Coxa e uma festa inesquecível nas arquibancadas. As bandeiras e as faixas de apoio e homenagens estão se tornando a marca da nossa torcida. Que bonito é a cidade se enfeitar de verde-e-branco.
Os jogadores e o treinador saíram dizendo que não ganhamos nada ainda. Discordo. Ganhamos a vantagem e confiança para o jogo da volta, além de confirmarmos que temos o melhor time. É pouco?
DE PRIMEIRA Alguns vândalos da torcida rival tentaram descontar a superioridade Coxa nas instalações do Couto Pereira. Uma vergonha. A polícia tem imagens dos arruaceiros, basta agir! A charge é do Tiago Recchia, da Gazeta.
Conforme o Raio-X do pessoal daqui, o Coritiba leva vantagem no ataque, eles na defesa e os dois empatam nos outros, como diria o Oliveira César, compartimentos. É lógico que esses tipos de análises não servem para um esporte imprognósticavel (existe esta palavra?) como é o velho esporte bretão, por aqui chamado de futeba.
O que pode fazer a diferença? A tão esperada atitude dos jogadores alviverdes em campo e o grito de alento da torcida na arquibancada. Somos em maior número e essa maioria se fará presente no Alto da Glória. A torcida que nunca abandona é o nosso maior trunfo.
O alvi-rubro da Baixada vai sentir a pressão de uma torcida de verdade. Eles vão sentir tremer o Couto Pereira. É isso mesmo: estádios de verdade tremem, balançam. É como se o concreto estivesse tentando dar uma mãozinha para incentivar o time na busca pela vitória. Estádios que não tremem não têm alma!
Fora de campo já demos provas que somos os maiores, dentro, vamos mostrar que somos melhores, mesmo com os desfalques. Depenamos a “gralinha” sem dó nem piedade, no Couto e na Vila. Sem chororô. Foi só o aperitivo. Enquanto isso nossos adversários se escondiam de medo, em Toledo.
Fiquem calmos falacianos não estou falando de uma guerra, só de um jogo de futebol. Jogo duro, como deve ser um clássico disputado por rivais históricos. Depois dele, a vida continua e, com certeza, a paixão pelo time, também.
Que vença o melhor, desde que sejamos nós. Pra cima deles, VERDÃO!
DE PRIMEIRA Há quatro coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada, a oportunidade perdida e o julgamento de um agressor depois que o campeonato acaba.
O time da maior torcida o Paraná e do Dorival Júnior cumpriu sua missão: chegou a mais uma final do campeonato paranaense. Os helênicos podem confirmar quantas vezes isso já aconteceu. Em 98 anos de história e tradição vencemos 32, ou seja, de cada três ganhamos um. Tá na hora de colocar as faixas de novo.
Chegamos com força à decisão. Mostramos a nossa superioridade nos jogos contra o tricolor. Pena que, apesar de não ter influenciado no resultado, o Evandro mostrou por engano o cartão amarelo para o Mancha (tirando-o da primeira partida) e fez que não viu a entrada desqualificante do Nem no Leandro, alijando-o da final. A imagem abaixo, do Rodolfo Bührer, da Gazeta do Povo, vale mais do que mil palavras.
Na final, vamos enfrentar o nosso rival mais aguardado, o alvi-rubro. Sempre fazemos questão de vencê-los e nada melhor que isso aconteça quando a disputa é pelo caneco. No Couto, quem manda é o Verdão. É lá que precisamos fazer o resultado.
Apesar dos desfalques, os jogadores estão se adaptando ao esquema proposto pelo DJ. O treinador pediu paciência e tempo para treinar o time. Parece que tinha razão. Se o time entrar “ligado” e mostrar sede de vitória é meio caminho andado. O resto deixa por conta da torcida que nunca abandona.
DDE PRIMEIRA - Quem nasceu pra ser vandinho nunca chega a Keirrison.
- Os maus-tratos à torcida e aos jogadores adversários que já estamos acostumados por aqui chegaram ao Parque Antarctica.
- A melhor opinião sobre o imbróglio com as rádios veio do Linhares Júnior: os clubes reunidos devem estipular o valor de um pacote (como fazem com a TV). As emissoras (também reunidas) rateariam o custo. É pá e bola. Viva a democracia!
- Tradição e modernidade. Show de bola as novas camisas alviverdes. Foto do Antônio Costa, da Gazeta do Povo.
Descritivo: Luiz Cláudio Massa, jornalista, louco pro futebol e pelo Coxa.
Jogava no juvenil e, de tanto ser substituído no intervalo, fui parar na
arquibancada, junto ao povão.