GloboEsporte.com

Blogs e Colunas

Blog do Torcedor do América-RN

Blog do Torcedor
  1. 17/03/2008

    Ao mestre, com carinho

    O nosso guru mestre Renê Simões não deve ter gostado do que viu no primeiro tempo. Nem eu. Aliás, ninguém. Na defesa perdíamos no embate corpo-a-corpo com os atacantes do Malita. Maurício, Veiga e Jéci perdiam todas as trombadas. Sabe aquela desculpa de que os treinadores gostam: “estamos perdendo a segunda bola”, ficou nítida no jogo de ontem. Estávamos mesmo. Só não levamos gol porque o Edson Bastos continua em forma.

    Com o esquema armado pelos maletas, ficou difícil de o nosso time jogar. Leandro se desdobrava para “fechar” a zaga e Marlos, em vão, tentava criar alguma coisa no ataque. Quando Pedro Ken ganhava pouco, jogava mais. Com o gol de Tamandaré, as coisas se acalmaram. O time do Barigüi teve que sair mais. A preocupação que era só nossa, se dividiu.

    Veio o intervalo e a prancheta do Dorival Júnior funcionou. No contra-ataque, o Coxa levava perigo. Lá em cima, Renê devia estar imaginando: era um jogo pro Gustavo (ou para um centroavantão qualquer). As jogadas já saiam, mas Keirisson e Henrique não se entendiam. K9 porque foge das divididas e HD porque está para ser lançado e não ao contrário.

    Com a entrada do Matheus, perdemos algumas chances boas para ampliar. Em uma o carequinha saiu pro lado errado e Keirisson se atrapalhou. Noutra, Ken demorou para lançar. Naquela altura, a defesa já tinha recuperado a imposição física. A entrada do Douglas foi providencial. Veiga cansou. Até o Pedro entrou no jogo.

    Depois do dois a zero. Mais um do K9. Apático no primeiro tempo, ele mereceu o gol no segundo. Viu como da pra chegar à linha de fundo, Rubens Cardoso? DJ teve o seu lado professor Pardal, colocando Ricardinho no meio. Até que melhorou a marcação. A mala estava fechada e o Coxa na liderança, pra festa da torcida que nunca abandona.

    Minha filha Fernanda, que quase desistiu do Couto, me lembrou: a torcida cantou o jogo inteiro. Um show à parte.

    Renê Simões
    É o cara! Nem o considero um dos melhores treinadores que já passaram por aqui. No entanto, o Bigode tem liderança, carisma e trabalha as questões emocionais como nenhum outro. O trabalho motivacional que fez no ano passado é mesmo digno de um livro. O respeito que os jamaicanos (e a massa coxa-branca) têm por ele chega a emocionar. Ontem, no Alto da Glória, seus comandados estavam mais felizes do que pinto no lixo. Sem perceber, o caminho dos Reggae Boys para mais uma Copa do Mundo está traçado. Sou jamaicano desde pequenininho.

    Chororô
    Vai ser uma semana difícil para os meus ouvidos. Os periódicos vão falar de meios-estádios, CTs do outro mundo, do marqueting. Só não vão falar que eles estão na lanterna.

  2. 19/03/2008

    O primeiro gringo



    Dentro de alguns dias - se o presidente Cirino não passar a perna na galera que cobre o dia-a-dia do clube - Ariel Nahuelpan, o artilheiro do Nueva Chicago, um clube de Buenos Ayres, do significativo bairro de Mataderos, deve fazer pose com a camisa coxa-branca.

    A camisa que ele usa, por enquanto, lembra a do extinto Primavera. Pra quem não era nascido, um time profissional do final da Mateus Leme, no Taboão, comandada pelo Pedroso de Morais (aquele do tapete). No estádio deles, os jogadores se trocavam numa casinha e passavam uma ponte, por cima do alambrado, para chegar ao gramado. Podem acreditar!

    O sino da igreja não vai tocar e nenhuma bandinha estará presente no Afonso Pena para receber o matador argentino, com sobrenome azteca. Também, não é por isso, que não vamos botar fé e aplaudir a iniciativa dos dirigentes alviverdes. Como o mercado de jogadores aqui na terra brasilis virou um balcão de negócios, o negócio é desbravar novos mercados.

    Pelas notícias vem com os direitos federativos (o velho passe) comprados pelo Coxa. É assim mesmo: temos que servir de vitrine para nossos próprios jogadores.

    O site do Nueva Chicago deve estar “bombando”. A torcida que nunca abandona está ávida de notícias sobre o artilheiro. Menos mal que o Dorival Júnior disse que acompanha o atleta há bastante tempo.

    Alguém falou que o futebol dele parece com o do Keirisson. Apesar da pródiga comparação, o K9 precisa é de um companheiro de ataque com características diferentes da sua. Tudo bem, sem cornetagem: tomara que façam uma dupla que aterrorize.

    Ele nem chegou e já queremos mais. O Verdão precisa se qualificar ainda mais. Queremos avançar na Copa do Brasil e o Brasileirão já começa em maio. O tempo passa rápido.

    No Paranaense, uma viagem ao oeste, depois de uma semana importante de treinamentos. Ninguém espera outra goleada, mas uma vitória sobre o Toledo Colônia Work (veja do que os marqueteiros são capazes) confirmará nosso crescimento e nos fortalecerá. Pra cima deles, Verdão.

    Camisa campeãOficialmente, não vão mais fabricar a camisa campeã do ano passado. A notícia só é boa para os camelôs que vão vender no paralelo. O que você achou disso? Opine!


    Na foto, do Clarin, Ariel Nahuelpan festeja o gol de cabeça na vitória sobre o Belgrano. Não parece o Gustavo?

  3. 19/03/2008

    Na foto, do Clarin, Ariel Nahuelpan festeja o gol de cabeça na vitória sobre o Belgrano. Não parece o Gustavo?

  4. 21/03/2008

    Na surdina



    Definitivamente, prefiro que as contratações sejam anunciadas quando tudo estiver sacramentado. A assinatura posta no pé da página. O boleiro vestindo o sagrado manto alviverde, beijando o escudo e ao fundo aquela indefectível parede com as logos dos patrocinadores.

    Esse negócio de alardear aos quatro cantos, enviar comitiva com a cobertura da mídia, causa uma angústia desnecessária. Vem ou não vem? Fechou ou não fechou? E se não vier, como fica a reputação do presidente que foi lá, bater o martelo e não conseguiu? Uma excursão dessas pra fechar o negócio só valoriza o boleiro.

    No entanto, se a mala voltar vazia, nada de desânimo. Nessa hora em que os clubes se desesperam atrás de craques que resolvam em três jogos aquilo que o elenco todo não conseguiu em três meses é preciso muita calma.

    Lembram daquele caminhão que despejava dezenas de jogadores, e que um mês depois, vinha buscá-los de volta? Pois é, mudou o endereço da entrega e está descarregando essa turma lá pros lados do time de baixo. Só nesta semana foram anunciados mais quatro bondes.

    Chega disso no Alto da Glória e nessa questão a nova diretoria já merece o crédito. As contratações estão sendo feitas com cuidado, não para encher a prateleira e aumentar a turma do chinelinho. Não estamos com a corda no pescoço, apesar de grande parte da torcida, inclusive eu, esperar por alguns nomes de peso (não confundir com ex-atletas fora do peso) para qualificar o time.

    Também não precisamos atazanar permanentemente a cabeça dos diretores. Acho que eles já perceberam essa necessidade e na hora certa trarão os reforços que a torcida que nunca abandona aguarda. Temos um objetivo a cumprir: fazer uma excelente campanha no Brasileirão. Tudo ao seu tempo. Estamos no caminho certo.


    Merchan às avessas
    Por falar em patrocinadores, três perguntas que não querem se calar:

    - Já que dizem que a Unimed-Curitiba é a mais rentável do Brasil, por que só a do Rio investe no futebol?

    - Volkswagen, Fiat e GM patrocinam times em todo o Brasil, e a Renault que é daqui, nada?

    - Quem conhece alguém que tenha um celular do patrocinador do meio-estádio?

    Alguém pode explicar?

    Mudou o foco
    Nada de 1949 nem de invencibilidade, muito menos de futebol. Não falei que o foco seria mudado? O tema principal é CT. Ninguém gosta de falar daquilo que lhe incomoda.

  5. 23/03/2008

    Porco na cabeça



    O Coxa sucumbiu na terra do porco no rolete. O gol aos 48 minutos do segundo tempo fez com que o resultado espelhasse o que foi o jogo. Sonolento e previsível, o Coritiba não jogou absolutamente nada, se acomodou com o empate e saiu com uma merecida derrota.

    Parecíamos um time pequeno. Mesmo com o jogo a nosso favor, devido à superioridade técnica dos nossos jogadores, não impomos um melhor futebol. O que faltou? Velocidade, determinação, a tal da atitude e a vontade de vencer. Deu sono no domingão.

    Isso tudo era previsível. Na relação dos jogadores que passaram a Páscoa em Toledo só dois atacantes: Keirisson e Henrique Dias. Era de se esperar um time cauteloso, mas por que? Uma vitória, praticamente, nos garantiria a passagem para a próxima fase. Não vamos crucificar o treinador, mas ficou difícil arrumar uma desculpa para tal fracasso.

    É claro, nem tudo está perdido. As chances de classificação ainda são enormes. Restam três jogos: dois no Couto Pereira e um no Parque Barigüi. Cá entre nós, com a maioria da torcida alviverde no Janguitão não dá pra dizer que é um jogo fora de casa. São jogos decisivos e só as vitórias interessam.

    Estas apresentações irregulares só reforçam aquilo que a torcida está careca de saber: temos uma base apenas razoável, precisamos de reforços.

    Outra constatação: só a torcida que nunca abandona faz esse time jogar pra ganhar.

  6. 26/03/2008

    Desencontros



    Não é nem pelo Léo Mineiro. É que estas contratações feitas na louca, sem critério, no afogadilho, só para dizer que contrataram, ficam difíceis de entender... e de apoiar. Dá pra notar que o tal “planejamento” não existe ou começou a falhar.

    Não é nem pelo Léo Mineiro. No entanto, como vamos aplaudir a contratação de um “tão esperado” atacante, quando o jogador que trazem é reserva no Mirassol e o clube paulista nem fez esforço para mantê-lo até o final do campeonato, diga-se de passagem, com o time ainda com chances de chegar às finais?

    Vão dizer que muitos desconhecidos se deram bem por aqui. Que não dá pra detonar o contratado antes que ele tenha chance de mostrar o seu jogo. Que o julgamento é precipitado. Tá bom, não falo mais nisso. Já que não tem tu, vai tu mesmo. Me desminta, Léo Mineiro! Arrebente com as defesas adversárias e honre o manto alviverde.

    O pior de tudo é o desencontro da diretoria. Um diz que não tem nada com isso, outro que não pediu e muitos “nem conhecem”. De vez em quando é bom marcar uma reunião para colocar os assuntos em dia. Tá certo que o mercado da bola anda complicado, mas é preciso atitude também fora de campo.


    Keirisson
    O blá-blá-blá começou outra vez. Keirisson vai embora. Desta vez, já tem até data para dizer adeus. Dizem que vai jogar o paranaense e a Copa do Brasil para depois se apresentar no outro alviverde.

    Não vou chorar. Vou só lamentar a falta de visão dos dirigentes que não fecharam um contrato maior com nosso artilheiro. O único pedido é para que peguem a merreca da venda do K9 e tragam gente boa.

    Tenho pra mim que a negociação com o argentino ficou condicionada à venda do Keirisson. Quando ele embarcar pra São Paulo, o gringo chega de Buenos Ayres. Vamos conferir.

    Dá-lhe Verdão
    No Janguitão, só a vitória interessa. A torcida Coxa vai invadir o Barigüi. Os comandados do Dorival Júnior nos devem uma boa apresentação. Sem acomodação DJ.

    No dia 2, vamos encarar o São Caetano pela Copa do Brasil, por isso precisamos resolver logo a classificação às finais do Paranaense.


    Pajelança
    A arte de iludir surpreende. Escapa ao nosso senso crítico. Engana os nossos sentidos, em geral a nossa visão. É por isso que muitos acreditam que torcem para um time “grande”. Que o futuro do futebol está em Dallas ou num time semi-profissional da China. Que a força de uma torcida se mede por alguns nomes nobres (outros nem tanto) e não pela massa presente no estádio. Ainda mais quando o ilusionista é o “dono” do time.

    Viu como também leio seu blog, Pajé? Por falar nisso, para você que “criou” a caveira, deve ter sido difícil engolir o poodle que atirou uma balinha freegels no adversário.

  7. 26/03/2008

    Era tudo o que não precisávamos



    Brigas internas, fofocas externas. Suspeita de que ratazanas desviam nossos parcos recursos. Guerra de vaidades, declarações por meias-verdades. Era tudo o que não precisamos. Não precisamos de atritos nem de revanchismo. A eleição é uma página virada. A hora é agora.

    Não podemos é perder o bonde da história. Presidente Cirino, assuma as suas responsabilidades. Se cerque de pessoas confiáveis e honestas. Profissionais e coxas-brancas a toda prova.

    O futebol mudou. Os relacionamentos com atletas e dirigentes, também. Há que se ter estômago forte para lidar com estas estranhas entranhas e peito de remador para enfrentar, com coragem, os desafios de “tocar” um time de massa como o Coxa. Quem se habilita?

    Não deu pro Tonico Xavier. Talvez, fosse um fardo muito difícil de ele carregar. Um aperto de mão, uma carta de agradecimento pelas boas intenções de agora e pelos bons serviços prestados anteriormente. Vamos mudar o rumo dessa conversa. Vamos fazer um time que honre nossa camisa.


    Sem luz própria
    A única certeza que se pode ter quando este time do Coritiba entra em campo é olhar o resultado da partida. Se vencermos, tudo bem. Se formos derrotados, tudo mal. Isto porque a equipe até aqui montada não consegue deixar nenhum brilho aos nossos olhos, apesar de ainda continuar mantendo a nossa chama acesa.

    Esse time não tem alma, não tem luz própria, ao contrário, é bastante enfadonho e previsível. Isso se deve a inexperiência de alguns jogadores e a falta de qualidade técnica de outros. Não temos um líder dentro de campo.

    Se a presença de Keirrison é fundamental, quando ele some, fica difícil encontrar coisas boas. Por exemplo, quando Henrique Dias não está bem, Dorival Júnior manda a campo Matheus, um meia-atacante. Se Rubens Cardoso está inoperante, a resposta vem com Ricardinho. Precisa dizer mais alguma coisa?

    Hoje no Barigüi, o J. Malucelli impôs maior presença física. Sem medo da nossa camisa e da nossa tradição, com mais gana e vontade de ganhar. Os jogadores sentiram a pressão e a equipe parou, inconscientemente. Quando acordou, o primeiro tempo tinha terminado daquele jeito.

    Por não termos atacantes de referência ou força física, só um fato extraordinariamente novo poderia fazer a diferença.

    A luz no fim do túnel veio com Carlinhos Paraíba e os chutes de longa distância. Vieram os gols e o melhor resultado quase buscado. Faltou pouco naquele bom segundo tempo. Faltou muito o jogo todo.

    Paciência. É só paciência que nos pedem. Time em formação é o que ouvimos. Os resultados virão, prometem.

    Se continuarem jogando assim, será mais fácil perguntar o resultado final do jogo do que ter a fantasia de ver o time jogar. Para uma torcida que nunca abandona, é muito pouco.

  8. 28/03/2008

    UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER SE CALAR: QUANDO TEREMOS DE VOLTA CRAQUES COMO ESTES?

  9. 29/03/2008

    Ufa! A tempestade passou



    Depois do vendaval que aconteceu lá pelos lados do Alto da Glória, o Coxa entra em campo de novo. Desta vez, no Couto, mas novamente com a obrigação de vencer. Precisamos de duas vitórias e, no grito da torcida, vamos buscá-las.

    A hora é agora. Vamos aproveitar o fim da ressaca e colocar as coisas nos seus devidos lugares. O futebol atual não é para amadores. Está cheio de cobras criadas por aí. Precisamos ter as nossas também.

    Antigamente, uma campanha “compre craque que a torcida garante” até funcionava. Hoje, o dinheiro que vem da bilheteria não dá nem pra manter as categorias de base. É preciso muito mais do que isso. É preciso planejamento e criatividade. Uma gestão profissional.

    Vamos falar de futebol que é o que importa. Contra o Galo, uma mudança que me agrada: a entrada do Douglas Silva. Ele marca como o Veiga, mas chega mais ao ataque... até faz uns golzinhos de vez em quando.

    Ao natural, Carlinhos Paraíba achou lugar no time. Torcedores pernambucanos avalizam o seu futebol e garantem que ele não sai mais do time. Tomara. No domingo, vamos reviver nossa sina: a torcida que nunca abandona, com a ajuda dos jogadores em campo, vai garantir mais uma vitória.


    Precisa dizer mais?
    Veja abaixo o levantamento das médias de público pagante no campeonato paranaense de 2008.

    Mesmo com apenas um clássico disputado no Couto Pereira, o Coritiba tem a melhor média da competição.

    E olha que os caras abusaram no merchan e nas pirotecnias. Na vila teve vôo da gralha e na baixada, ressuscitaram até o time de 49.



  10. 31/03/2008

    Um a zero foi goleada


    Domingo, no Alto da Glória, um jogo que parecia luta de boxe. De um lado o time maringaense que bate até na sombra, naquela de intimidar pela violência. Do outro o Coxa, que não fugia do embate, tentava se esquivar e jogar o jogo.

    Se o capitão Jéci não tivesse feito o gol que levou o garnisé ao nocaute, talvez vencêssemos por pontos. O Verdão foi melhor durante todo o jogo. Perdemos alguns gols, sofremos com a complacência e incompetência do senhor Cuque e tomamos alguns sustos (pra variar).

    Com o Galo encolhido e mesmo dominando completamente o adversário, mas sem abrir a vantagem, Dorival Júnior se viu obrigado a modificar o time. Lá se foi o Pedro Ken, que não vinha bem, fazer a ala direita. Nova chance pro Henrique Dias. A pressão pra cima dos pés-vermelhos continuou. A impaciência da torcida também.

    No final para satisfação geral, a retomada do caminho rumo à classificação e decisão do título. Olhando por este lado, o um a zero foi goleada.

    No final, parte da torcida vaiou o time. O apupo não era para àquela apresentação, talvez nem fosse para os jogadores, que demonstraram raça e dedicação. Talvez tenha sido para a semana negra que passamos ou para os dirigentes (os que ficaram ou aqueles que abandonaram o barco). Sei lá.

    Não podemos nos dispersar diria aquele presidente do impeachment. Que o elenco não é o ideal para o Brasileirão, todos sabem. Que precisamos de reforços de qualidade, também. Que não podemos nos enganar, idem, idem.

    Só que as chances de conquistarmos o paranaense ainda estão vivas. Este campeonato é dos iguais. Quem de vocês enxerga por aqui um time muuuito melhor que o nosso? Quem?!

  11. 02/04/2008

    Tabu é feito para ser quebrado

    Lá vamos nós enfrentar o São Caetano, time que, desde que surgiu para o futebol brasileiro tem sido o nosso “calo”. O Azulão não tem torcida nem no Campanella, quem dirá em Santo André, mas contra o Coxa isso não parece fazer diferença.

    Pra acabar com essa “uruca” só uma vitória por dois gols. Seria o ideal, mas um empatezinho com gols não seria de se jogar fora. Talvez, a melhor opção seja sair para o ataque, tentando surpreender o time paulista. Nada de ficar esperando na defesa. Pra nós, isso nunca deu certo. Sempre levamos um golzinho no final.

    Dorival Júnior conhece o Azulão. Fez um bom trabalho por lá, no Paulistão do ano passado. Na semi-final derrubou o São Paulo e, na final contra o Santos, venceu com propriedade o primeiro jogo, mas, na raça, o Peixe reverteu o resultado no segundo. Pena, né DJ?

    Daquele time bem montado pelo SC restam poucos. Dos que já foram muitos acertariam o nosso time: os laterais Paulo Sérgio e Triguinho, o meia Douglas e os atacantes Luis Henrique e Somália.

    Do nosso lado, Paraíba fará falta. O chute de fora da área é uma arma importante. Se o Azulão sair com tudo, o contra-ataque com Henrique Dias deve ser nossa melhor arma. Será? A esperança é de que Pedro Ken e Keirrison também acordem.

    Douglas Silva voltou bem e Leandro tem mantido a regularidade. Vi no coxanautas um vídeo com o Tiago Bernardi. O cara sai rápido para o ataque. Perna comprida, passadas largas. Já corneteando, acho que está na hora de ele ter mais oportunidades.

    Se jogar com determinação e autoridade, o Coxa pode fazer o resultado, seguindo adiante na competição. Enquanto outros apreciam de longe, na Copa do Brasil, continuamos vivos. Só pra lembrar: no Paranaense também.

  12. 03/04/2008

    De mãos vazias



    Não foi desta vez. Não trouxemos a vitória de Santo André. Também não merecemos trazer. Só nos resta no jogo da volta retribuir o placar... com juros.

    A opção de Dorival Júnior em começar com três volantes não surtiu efeito. O time não se resguardou nem anulou as principais jogadas do Azulão. Volta e meia aparecia um atacante rondando a área Coxa com perigo.

    Se nossos laterais tivessem mais qualidade, talvez desse certo. Tamandaré e Rubens Cardoso estavam muito mal. Não compactavam o meio nem armavam jogadas pelas laterais. Rubens, o mais experiente, decepcionou em duas oportunidades na área adversária.

    Com a mudança do esquema no intervalo, o time veio mais agressivo, mas quem marcou foi o São Caetano. Se já estava difícil derrubar o bloqueio armado pelos paulistas, com um a zero, a situação piorou.

    Nosso ataque carece de força física. Basta notar que todas as reposições de bola do Edson Bastos eram dominadas pelos zagueiros deles. Sem disputas. No confronto corpo-a-corpo os beques ganhavam todas.

    Marlos foi bem marcado e Pedro Ken fez o que vem fazendo nos últimos jogos: carregou a bola e produziu pouco. Keirrison, bem que tentou. Nas poucas chances que teve levou perigo ao gol do Azulão. Não era noite dele.

    A entrada do Henrique Dias deu mais movimentação, mas Léo Mineiro e Ricardinho nada acrescentaram. Edson, Maurício e Jeci foram bem. Leandro e Mancha, também.

    Nem tudo está perdido. No jogo da volta, com o apoio da massa, vamos nos classificar. O Azulão é fraquinho.

    Uma situação que chamou a atenção: nossos jogadores são muito “bonzinhos”, sem um pingo de malandragem. Se jogasse no Coxa, o tal de Galiardo, que cometeu 34 faltas, teria sido expulso no primeiro tempo. Faltou alguém pressionar sua senhoria.

    Outra coisa, Marlos precisa aprender a “cavar” faltas. Às vezes, mesmo seguro pela camisa quer continuar a jogada. Até mesmo dentro da área adversária. Cai Marlos! Aprenda com o Valdívia.

    No fim de semana, o porco que se cuide!

  13. 04/04/2008

    DOMINGO, NO ALTO DA GLÓRIA



  14. 04/04/2008

    Sonho possível



    O Campeonato Paranaense está chegando ao fim. Com certeza, não deixará saudades. É claro, terá um time campeão (espero que seja o Coxa, lógico) e muitos perdedores, inclusive o time que irá erguer a taça e dar a volta olímpica.

    As gozações e comemorações devem durar uma semana. Na outra, já começa o Brasileirão e aí que o bicho pega. Os primeiros quatro meses do ano, pelo menos para os clubes da capital, pouco acrescentaram. Jogadores serão dispensados e outros chegarão.

    É um moto-contínuo: jogadores de baixo nível, campeonato fraco, patrocinadores em fuga, estádios vazios, merreca na bilheteria; vermelho na tesouraria; salários atrasados; jogadores de baixo nível, campeonato... Concordo com o Bob: o campeonato do jeito que está só serve para que os dirigentes se perpetuem no cargo e que os times se afundem.

    Que saudades da Sul-Minas! Em uma consulta entre os blogueiros dos times do Sul, apenas o gremista (deve ter lá suas razões, talvez seja a rivalidade ou tradição do futebol gaúcho) achou que o campeonato regional deve ser preservado.

    Os outros continuam preocupados com a perenidade dos seus clubes do coração. A solução seria começarmos o ano disputando um campeonato forte e rentável. Isso obrigaria que nossos clubes investissem em jogadores de melhor qualidade.

    Não precisa nem acabar com os regionais. Basta adequá-los às contingências do mercado, com limite no número de participantes e uma fórmula mais inteligente. Uma primeira divisão com 10, no máximo. Torneio enxuto. Jogo rápido.

    O que os clubes que não estão nos campeonatos nacionais fariam? Disputariam vagas para a série C e D (que vem por aí). Que tal uma Copa Paraná nos moldes da Copa do Brasil. Sistema mata-mata. Já pensou o Pitanguense disputando o título contra o Paranavaí e ganhando uma vaga na D? Seria a festa do interior.

    Uma Copa Sul ocuparia os times melhor classificados nesse mini-regional. Acentuaríamos as disputas regionais e acirraríamos novas rivalidades. Times fortes, casa cheia, dinheiro no cofre. E o que é melhor: começaríamos o Brasileirão com tudo, acabando com a hegemonia do pessoal do eixo. Seria sonhar demais?

    Tem alguma sugestão? Comente!

  15. 05/04/2008

    Fique com Deus, Chinês!





    Quando Evangelino Costa Neves deixou a presidência do Coritiba, os adversários celebraram. Não era para menos, o Chinês, a velha raposa, a lenda era mais importante para o Coxa do que um atacante artilheiro ou um craque da camisa dez.
    Evangelino foi o maior presidente que o Coritiba teve. Numa época em que o amadorismo prevalecia no futebol, o Chinês tirava leite de pedra. Evangelino conseguia montar esquadrões imbatíveis, contratava jogadores e treinadores de renome.
    Além dos inúmeros campeonatos estaduais, foi com ele que o Coxa ganhou destaque nacional. Primeiro com as excursões - naquele tempo os clubes excursionavam pela Europa, e não era pra vender jogador não, eles só pensavam em vencer os jogos, elevar o nome do Coritiba e bem representar o futebol brasileiro – depois com o título do Torneio do Povo e, para culminar, o campeonato brasileiro de 1985, ganho no Maracanã, com mais de 100 mil torcedores.
    Evangelino era carismático e vencedor. Um presidente além do seu tempo, que terá seu nome guardado no coração dos coxas-brancas para sempre.
    Quem o conheceu conta que era afável e predestinado. O amor pelo Coritiba não cabia dentro do peito.
    Evangelino, uma lenda.

  16. 06/04/2008

    Emoção à flor da pele



    O Coxa tá lá. O dois a zero com gols do Keirrison sacramentou a passagem para as semifinais. Os três da capital se classificaram. Alguém duvidaria disso no começo do campeonato? Talvez ninguém esperasse o Toledo como representante do interior.

    Adap/Galo e Paranavaí pelo retrospecto do ano anterior eram os mais cotados. O Jotinha começou bem, terminou mal.

    Quase 15 mil torcedores no Couto. A torcida que nunca abandona marcou presença para apoiar o time e homenagear o eterno presidente Evangelino Costa Neves. Foi uma tarde emocionante no Couto. Tudo conspirando para a vitória.

    Alguns torcedores vaiaram o K9, mesmo com os gols marcados. Uma manifestação contra a provável saída no artilheiro quando Paranaense e a Copa do Brasil acabarem. Ele respondeu com as mãos em concha no ouvido, pedindo para ouvir seu nome.

    Não é hora de atritos. Não precisamos disso. Primeiro a torcida precisa entender que o futebol virou negócio e que, nenhum clube brasileiro consegue sobreviver sem negociar seus craques. Se K9 vai para o Palmeiras tão cedo é porque, em algum momento, alguém não acreditou no investimento. Uma pena.

    Por outro lado, K9 precisa entender a angústia da torcida. O Coritiba precisa montar um time forte para fazer bonito neste Brasileirão, para, depois, “arrebentar” no ano do centenário do clube. Os piás do Couto fazem parte desse time dos sonhos da torcida.

    Na semi-final, vamos encarar o time da gralha. Nada de extraordinário. O Coxa tem condições de garantir a classificação no primeiro jogo, no Alto da Glória, embalados pela massa alviverde e pelo espírito vencedor do campeoníssimo Chinês.

    Pra cima deles, verdão!

    Mas, uma pergunta que não quer calar: será que o pessoal lá de baixo entregou o jogo para fugir do confronto com o Glorioso?

    Ma che paura!!

  17. 10/04/2008

    Desclassificação anunciada



    Em São Paulo, a trabalho, táxi de um lado pro outro. As perguntas de sempre ao motorista: como é dirigir em uma cidade louca como essa? Quem vai ganhar a prefeitura? Será que conseguirão tirar o título do Palmeiras? Para um desses motoristas, Cícero, mineiro, torcedor fanático do Cruzeiro, a pergunta fatídica: e o Dorival Júnior?

    A resposta veio curta e seca: muito trabalho e pouca ousadia. Se entendi a resposta, o DJ é um treinador trabalhador (imaginei ele batendo o ponto no CT da Graciosa às 8 da matina), sem preguiça de mostrar pela enésima vez como ele que o time jogue, como o Veiga deve cobrir as descidas dos laterais, como o Pedro Ken deve aproveitar o vazio na direita, etc.



    Mas, pouca ousadia, falta de ambição? Não entendi direito. Achei que o cruzeirense reclamava de barriga cheia, afinal o DJ havia disputado um bom Brasileirão e conseguido classificar o time à Libertadores. O nosso sonho de consumo. Ou será que os times montados por ele, até então, é que não tinham ambição? Foi assim no Figueira, foi assim no São Caetano. Acho que no Cruzeiro é mais embaixo.

    No Coxa, também! A torcida que nunca abandona não se contenta com um time brigador, trabalhador, certinho, de futebol “honesto”. Queremos mais ambição, mais ousadia. Buscamos títulos e disputamos campeonatos para brigar por eles. Lembrei que a nossa tradição de clube vencedor é que nos faz pensar assim.

    Voltando à Curitiba, fui direto pro Couto. Sabia que iria ser “pedreira”. O Azulão é um time chato, seu treinador é chato, seu esquema de jogo é chato. Ou melhor, seu esquema de antijogo é chato. Do final todos sabem: ficamos fora de mais uma Copa do Brasil. Não que esperava chegar mais longe mesmo, mas que seria legal passar adiante, seria.

    No jogo, DJ fez das suas. Colocou o lento Veiga e, pela enésima vez, deslocou Pedro Ken na posição que o torna quase inútil. Depois, tentou voltar ao esquema original, mas as cartas já estavam na mesa.

    Com jogadores fora de posição a coisa complicou. Se levássemos um gol, teríamos que fazer quatro.

    Com um a mais, a esperança voltou e os mesmos erros se repetiram. Transposição lenta, insistência de jogadas pelo meio, bola carregada em demasia. Professor Benedito Bandeira me ensinou: com um a mais, inverta o jogo com rapidez e “desinverta” ainda mais rápido, até que alguém se desmarque. Com dois a mais, faça a mesma coisa, só que com mais velocidade.

    DJ não conheceu o professor Bandeira ou seus jogadores não sabem fazer isso. Resultado: perdemos a primeira decisão da semana. O que esperar da segunda?

    Voltando para casa, olhando pro chão, lembrei do Cícero, o taxista cruzeirense.

  18. 12/04/2008

    Carne de segunda, de novo!



    Perdemos a primeira decisão para um time da segunda divisão. No domingo, outra decisão, contra outro time de segunda. Só a partir do dia 11 de maio é que comeremos carne de primeira.

    O jogo deste domingo é uma boa ocasião para que Dorival Júnior mostre a que veio. Outra oportunidade para que a torcida que nunca abandona mostrar a sua força e jogar com o time.

    Foi assim o ano passado e, pelo andar da carruagem, vai se repetir este ano. A torcida na arquibancada é o mais importante reforço do Coxa para buscar vitórias.

    Vamos pra cima dos gralhas. No entanto, sem nervosismo e ansiedade. É preciso manter a posse de bola. Não sei se é pelo embalo da torcida, mas o nosso time tem se mostrado elétrico. A vibração das arquibancadas tem contagiado os jogadores que não raciocinam qual é a melhor opção de passe. Eles que se acostumem, pois será sempre assim. A galera Coxa faz a diferença.

    Os jogadores, às vezes, abusam das individualidades, tentam jogadas arriscadas de profundidade, uma atrás da outra. Assim, o confronto se desenrola num palco de bolas divididas.

    Falta alguém para clarear as jogadas. Uma espécie de DJ, aquele que comanda as pick-ups nas baladas, não o Dorival. Um cara que saiba a hora de tocar música eletrônica e apavorar a defesa adversária, mas, também, reconheça o momento de pegar leve, cozinhar a gralha. Pianinho. Como num reggae de Bob Marley.

    Os torcedores do P. Clube parecem eufóricos. Não por reconhecer superioridade do time deles, mas sim pelo momento conturbado pelo qual passamos.

    Uma boa hora para dar um banho de água fria na gralha e sair com vantagem na decisão. É hora de colocar o Verdão nos trilhos.

    Nada melhor, para isso, do que uma vitória sobre um rival, mesmo que de segunda.

    Canelada
    Eles já calaram a voz da torcida, agora querem silenciar os microfones das rádios. Querem que os poodles só ouçam a voz do dono e ele quer ser o dono da voz. Haja ouvido para tanta prepotência.

  19. 14/04/2008

    Tudo está no seu lugar





    A torcida Coxa gosta mesmo de emoções fortes, de ver seu time correndo riscos, de medir a nossa capacidade de enfrentar as mais resistentes adversidades. No entanto, também nos sentimos bem quando ao sair da nossa casa deixamos as coisas nos seus devidos lugares. A vantagem no confronto é nossa!

    Foi assim ontem, no Couto. Mesmo não estando nos seus dias mais animados, a torcida que nunca abandona sufocou o pio da gralha. Em campo, impomos nossa superioridade. Foi a partida mais fácil na vida do Edson Bastos. Ele nem precisa ter se aquecido.

    Dorival Júnior, desta vez, fez aquilo que estava na cartilha. Iniciou com três zagueiros e anulou os trombadores do ataque colorido. Foi o primeiro passo para se adonar do jogo. Depois, com o adversário nocauteado, mudou o esquema e foi renovando as forças do time.

    Com mais posse de bola, dominamos a partida. Desta vez quando o zagueiro confundiu futebol com vale-tudo e foi expulso, soubemos aproveitar o espaço deixado. Douglas Silva, desta vez, comandou as viradas de jogo. Só deu Coxa. O gol era questão de tempo.

    Poderíamos ter feito mais. Ainda conseguimos desperdiçar jogadas claras de gol. Nossos atacantes ainda pecam no último passe. Aquele que deixa o companheiro na cara do gol. É aquela história da pressa, da música eletrônica.

    No final, muito jogadores cansaram. Isto preocupa. Temos uma semana para “consertar” isso. No arrendadão, o jogo será mais difícil. Precisaremos da mesma luta e perseverança.

    Faltou falar do Keirrison. Nosso artilheiro é um caso à parte. Não cobrem dele bolas divididas, ganhas na força física. Ele pode passar despercebido durante a maior parte do jogo, mas na hora que precisa, mostra a sua categoria.

    No gol foi assim. Um toque para deixar o zagueiro órfão e outro para colocar a bola com precisão no canto. Ah, se tivéssemos mais K9s no time.

    Na canela
    Como é irritante o Héber. Viu o K9 ser empurrado na área e não deu pênalti. Viu um zagueiro dar um safanão no K9 e não expulsou. Queria que o jogo continuasse com o Carlinhos Paraíba caído ao lado da bola depois de uma entrada mais ríspida. Muita prepotência, pouca qualidade.

Descritivo: Luiz Cláudio Massa, jornalista, louco pro futebol e pelo Coxa. Jogava no juvenil e, de tanto ser substituído no intervalo, fui parar na arquibancada, junto ao povão.

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.